Boa tarde a todos!!!
Estou um pouco sumida, é verdade, mas em dezembro e janeiro, voltarei com mais participação e visitas as amigas blogueiras.
Bom vou aplicar uma ofina esta e na outra semana. Será uma oficina de desenho à carvão, que será relacionada com a Literatura de Cordel e a Xilogravura.
Para efeito de informação:
Literatura de Cordel
É um tipo de poesia, geralmente oral, que depois é impressa e vendida em folhetos rústicos. Nas vendas, esses folhetos são expostos em cordas, cordéis ou barbantes, daí vem o nome "Literatura de Cordel", este nome vem de Portugal, porém no Brasil, os chamamos de folhetos.
O costume de pendurar esses folhetos em barbante não foi muito herdado no Brasil, por isso, você pode encontrar a Literatura de Cordel pendurada em barbante ou não.
São escritos em rima, e alguns folhetos são ilustrados com Xilogravura que também está presente na capa.
Os cordelistas (autores) recitam esses versos de forma cadenciada e melodiosa, acompanhados com a viola. Às vezes, também fazem uma leitura empolgada para chamar a atenção dos possíveis compradores.
Essa Literatura é uma produção típica do Nordeste do Brasil.
(Na próxima semana vou postar a Literatura de Cordel que mais aprecio)
Xilogravura
É uma técnica de gravura, onde se usa como matriz a madeira, possibilitando a reprodução da imagem e de textos sobre papéis ou suportes adequados.
É inversamente parecida com o carimbo.
A xilogravura exige que se entalhe na madeira, usando um instrumento cortante denominado buril ou goivas, a imagem que deseja imprimir. Depois disso usa-se um rolo de borracha molhado em tinta, tocando as partes elevadas do entalhe. Por último se imprime a imagem em alto relevo, em papéis ou panos especiais. O resultado é lindíssimo, pois temos uma impressão com a textura da madeira impressa no suporte.
DESENHO A CARVÃO
O carvão é um dos materiais de desenho mais antigo, foi usado na pré história , na pintura das cavernas (como exemplo dos primórdios da Arte, cito a Gruta de Lacaux, na França).
Durante a Idade Média já era aplicado sobre papel, e no período do Renascimento já era amplamente conhecido pelos artistas, mas é sobretudo nos séculos XIX e XX, que o carvão adquire maior atenção, em parte, devido ao surgimento dos fixadores que lhe conferem maior resistência e durabilidade, permitindo que o desenho a carvão possa ser um protagonista por si mesmo, enquanto que no passado os trabalhos a carvão eram facilmente perdidos e considerados apenas como uma técnica de estudo.
Até os finais do século XVI, não se conheciam os fixadores, terá sido em Veneza que esses começaram a serem usados pela primeira vez, para preservação dos desenhos a carvão, uma descoberta que fez com que os artistas utilizassem mais esse material, em desenhos finais.
Tem muito mais a se dizer, mas gostaria de mostrar dois trabalhos que fiz para apresentar na oficina:
No primeiro desenho à carvão fiz bem detalhado, esfumado, já no segundo fiz com traços mais rústicos e que seria possível entalhar na madeira para fazer uma xilogravura e o terceiro usei o esfumado e traços mais fortes para acentuar o pêlo.
Com Carinho, desejo a todos uma ótima semana!
Agradeço pelas visitas e comentários, prometo resposnder todos assim que tiver mais um tempinho.
















































